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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Sai pra lá assombração!! Também significado d Vip e Cult!!

Oi pessoal
To trazendo um assunto que a qualquer hora vai dar o q falar, ahahahahah
Muitas vezes me pensei se optaria por ter este transtorno d humor afetivo, caso você me dada a oportunidade de escolher .

 As ocilaçoes deste transtrorno são assustadoras tanto na fase 8 como na 80 eh um choque nas alterações do humor e consequentemente no organismo.... não cabe em palavras. Creio q todos os transtornados não gostariam de voltar a ter uma depressão prolongada nem euforia intensa...

Não há nada de bom que se possa comentar durante este periodo ou fase d humor (em baixa)  a não ser eh claroooo que ela nos suga todas as nossas energias fazendo q nos sintamos desgastadas, apaticas, sem vida e sem brilho próprio... 

Na realidade  é que essas experiências/ vivências trazem consigo sentimentos e emoções fortes e marcantes...... a depressão é neutra, oca e insuportável. Ela é também cansativa. Ninguém aguenta ficar ao lado de quem está deprimido por muiiito tempo, nem a própria pessoa aguenta sua própria companhia por muito tempo, a coisa toda eh muito dolorosa....e na maioria dasvezes o transtornado eh o q sai mal da história....as vivências acabam sendo bem negativas, sem falar eh clarooo do preconceito q ainda existe por parte d uma parcela d pessoas da city...q estão bem atrasada, nestas questões....Mas como sabemos cada espirito se encomtra no grau d evolução q necessita no momento....

Clarooo que viver, sentir isto na pele diariamente fez com que eu mudasse  o meu olhar, sobre ter preconceito..Este degrau sobre qualquer tipo d preconceito já subi faz tempo, ainda bem!!....pois o futuro está nos olhos e no coração das pessoas q entenden o ser humano no seu contexto historico, social e pessoal....E como sabemos este discernimento não esta ao alcançe de  todos,  infelizmente!!


Pessoal não se pode esquecer que quem eh preconceitosa(o) se da muiiitooo mal  (rsrsrsrs) pois assim como falam dos "diferente" também falam dos normais tipo assim: BAh!! aquela(e) eh um horror d careta, preconceitoso(a), mente pequena, coisa d interior(aqui me refiro a mentalidade d alguns, não da nossa Maravilhosa City, rsrsrsrs)...e olha que têm gentemm repleta d preconceitos( que não pensam porque não estão livres d terem um dia um filho(A) com alguma doença física ou mental ou que possa a vir desenvolver) Gentemm começam a colocar a cabeça pra funcionar, ok!!

Amooo bagé eh uma  cidade sem preconceitos( mas está galera ainda eh pequena, perto dos rotulados "certinhos"(muiiitooo hehehehe) um exemplo d respeitooo  são as tradicionais  figuras da noite e do dia(cult eh clarooo) que são amados e queridos por todos....e olha que são muitoossss (assss)!!  Não falo "vip"  porque não acrescenta nadaa ... falo de genteee  Cult .... Fala sério 1000 vezes ser Cult do que ser Vip, fui claraaa!!

                                              Significado de Vip e Cult

Vip significa Very Important Person = Pessoa muito importante. Vip serve para você qualificar aquela pessoa que você acha importante. Que tem mais direitos que a outra porque é vip, que são mais bem atendidas, etc.
Mas vip às vezes também é Very Idiotic People, e se aplica às pessoas que pagam para entrar nos lugares mais apertados das boates enquanto que os convidados (ou VIP´s) não pagaram nada e ficam nos melhores lugares. Então vip é a pessoa que acaba tendo mais privilégios.
                                     
Cult ou clássico cult é a denominação dada aos produtos da cultura popular que possuam um grupo de fãs ávidos. Geralmente, algo cult continua a ter admiradores e consumidores mesmo após não estar mais em evidência, devido à produção interrompida ou cancelada. Muitas obras e franquias, inclusive, atingem status de cult depois que suas "vidas úteis" supostamente expiraram.

A palavra cult, em inglês, significa culto, que realmente é o que parece alguns grupos de "seguidores". Os adeptos geralmente se dedicam a manter contato entre si, através de convenções, grupos de discussão na internet e lojas especializadas. Manifestações desse tipo são os fatores responsáveis pela longevidade cultural dessas obras culturais populares...


... estou aprendendo  anos a pós anos, dia após dia .... Descobri os limites da minha mente e do meu coração e então senti e percebi como os dois são tão frageis e fortes ao mesmo tempooo....felizmente ou infelizmente, ainda não descobri!!!  Mas o bom d tudo isto eh que aprendi (e aprendo todos os dias) a me defender d maneira criativa....mas pessoal vocÊs conhecem a lei da ação e reação....Tenho certeza q a maioria não!! Ou da causa e efeito!!
Sabe as incontáveis "alterações d humor, todas trouxeram para minha vida um nível diferente de sentimentos, emoções e pensamentos. Não  escolhi ter  esta doença , mas se a possuo...tenho que aprender saber tirar o melhor dela... através das  dores que causam na alma e tiro cada lição que são balsamos para o meu espiritooo ....Não vejo só coisas ruins pelo contrario ( clarooo q na hora destas oscilações, horas, minutos, dias, meses são terriveis) Nos transtornados precisamos  ter ao nosso lado pessoas corajosas, fortes, seguras ...sei como eh...   vivo na "carne" todos as horas, dias,meses, anos ser  e ter um amigo(a) d um transtornada, conhecido(a), rolooo...não eh pra todos, porque eh muiiitooo pesado....eh sério!!
 
Digooo  pessoas  corajosas, seguras que estejam preparadas para conviver com essas alterações d humor, q não tragem prejuizo nenhum a quem esta perto ao não ser no próprio transtornadooo que luta constantemente para manter equilibrado nas mudanças d humor....Olha as vezes não to fazendo nada, mas minha cabeça já faz tudoooo

Bom agora trocando d assunto da agua pro vinho(rsrsrsrs) hj fui locar uns filmes na locadora ao lado do posto J.Castelo e neh q na ida vi uns guris conhecidos d vista (porque aqui em bagé eh dificil não se conhecer pelo penos d vista,rsrsrrs)

Pois esta turminha tava no posto BR (jardin) e quando passei no lado...Viiii aqueles olhares com  intençoes e imaginação muiitooo  fertil....pobres bixos grande parte eh juntado, enrolada e talvez casados, com gurias muitooo conhecidas....mas não perdem a oportunidade d olharem como se estivessem devorando-me com olhos....Geenteeemmm gravei rosto por rosto, então façam o favor d respeitaram suas mulheres e filhos...

                                                 Aviso as Assombrações!!

Prometo q se acontecer d novo esta situação ridicula, d criaturas retardados, idiotas, q se acham os galas( de rodoviaria, ahahaha) e com certeza estão mal em casa (em algum aspectoooo, rsrsrsrs) Na proxima situação cita o nome d vcs ou apelidos,  e das respectivas esposas, quem avisa amigaaaa eh, ahahahahaha....



 fui claraaa!!!! ....turminha do labirintoooo, ahahahaha

To aprendendo muiitooo com vcs blogs(uhuahuahuahua) to adorando as idéias eh isso ai tem q botar a boca no tronbone e gritar nos 4 cantos...

Meus de comunicação me aguardem, pois não deve nada a ninguém e ao contrario do que imaginam não tenho o rabo presso, sempre fui e sou uma pessoa correta e do bem  bastante excêntrica, polêmica, com idêias e atitudes propria e muiiitooo autêntica isto sim( com certeza isto assusta as pessoas d mente pequena e confundem uma coisa eh uma coisa, e outra coisa eh outra coisa, fui claraaa, hahahahaha)....Portanto galas d rodoviaria e gurias, moças, senhoras (que adoram inventar e criar histórias, que não conferem!! numca se conferiu!! Sabe pq isso tudo acontece "chama-se" despeito homens pq numca me tiverão e /ou pq me perderão e/ou ainda pq são tão ruins( no todo, ahahahaha) q precisam  inventar  alguma história  pra acreditarem q são o tal( traduzindo são tão ruins q precisam inventar); mulheres recalcadas porque são inseguras,  e com certeza gostariam d ter um pouco da minha coragem, personalidade e  atitude...hehehe

Bjãooo meus queridos blogueiros e simpatizantes do mundo a forra!!!
Adorooo estar com vocês!!

Mensagem d Ano Novo (desconheço o autor)


Aprendemos que, por pior que seja um problema ou situação, sempre existe uma saída.

Aprendemos que é bobagem fugir das dificuldades. Mais cedo ou mais tarde, será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.

Aprendemos que perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.

Aprendemos que é necessário um dia de chuva para darmos valor ao Sol, mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima.

Aprendemos que heróis não são aqueles que realizam obras notáveis, mas os que fizeram o que foi necessário e assumiram as conseqüências dos seus atos.

Aprendemos que, não importa em quantos pedaços nosso coração está partido, o mundo não pára para que nós o consertemos.

Aprendemos que, ao invés de ficar esperando alguém nos trazer flores, é melhor plantar um jardim.

Aprendemos que amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de nos fazer felizes. Cabe a nós a tarefa de apostar nos nossos talentos e realizar os nossos sonhos.

Aprendemos que o que faz diferença não é o que temos na vida, mas QUEM nós temos. E que boa família são os amigos que escolhemos.

Aprendemos que as pessoas mais queridas podem às vezes nos ferir. E talvez não nos amem tanto quanto nós gostaríamos, o que não significa que não amem muito, talvez seja o máximo que conseguem. Isso é o mais importante.

Aprendemos que toda mudança inicia um ciclo de construção, se você não esquecer de deixar a porta aberta.


Aprendemos que o tempo é precioso e não volta atrás. Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro.
O nosso futuro ainda está por vir.
Então aprendemos que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

DEFICIÊNCIA FÍSICA E MENTAL


imagem do link gentileza gera gentileza
Oi pessoal...

Como vão? eu to feliz, muiitooo feliz...nada em especial, mas esta estação contribuiu muiitooo no humor, agora ele(humor, rsrsrs) ta em  alta, tipo assim....ansiedade e a insônia, ou seja, agora fica 80....uahuahua

Mas não posso reclamar pq sou uma transtornada q tem condições d fazer tratamento terapeutico, tomar remedios, familia e etc e tal... infelizmente não são todos os transtornados q possuem condições para fazerem um tratamento adequado, pois como sabemos cada caso eh um caso...Há os transtornados leves, médios e graves, em qual me enquadro???....quem me conhece sabe... (será??? uhauahuahua).....famosa frase q consta no perfil d vários orkuteiros( no item : quem sou?)...hehehehe

Hoje trago um tema bem legal...não eh meu, não!!
Peguei d um amigo do orkut ( nome sou espirita graças a Deus) eh um mensagem linda entre as várias q recebo deste amigo virtual....

Boa leitura!!

DEFICIÊNCIA FÍSICA E MENTAL

Quando nos deparamos com um deficiente físico ou mental, ficamos a indagar o porquê de determinadas pessoas encarnarem em corpos enfermos. Na antiguidade, a humanidade pensava que os indivíduos vinham com essas enfermidades por que os deuses não gostavam deles, assim, seria um castigo imposto por algo indevido que haviam praticado.

Toda enfermidade é um resgate por excessos do pretérito. É uma forma de reorganizarmos nossas energias. No livro Deficiente Mental: Por que fui um?, há o seguinte comentário sobre esse assunto: “Temos muitas oportunidades de voltar à Terra em corpos diferentes e que são adequados para o nosso aprendizado necessário.

Quando há muito abuso, há o desequilíbrio, e para ter novamente o equilíbrio tem de haver a recuperação. Quando se danifica o corpo perfeito, podemos, por aprendizado, tê-lo com anormalidades para aprender a dar valor a essa grande oportunidade que é viver por períodos num corpo de carne.

“O acaso não existe, Deus não nos castiga, somos o que fizemos por merecer, e as dificuldades que temos encarnados são lições preciosas”.

A deficiência não quer dizer que se trata de um espírito inferior, pelo contrário, muitas vezes é mais inteligente do que uma pessoa que ocupa um corpo sadio.

Os espíritos superiores, em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, explicam que “é uma expiação imposta ao abuso que fizeram de certas faculdades; é um tempo de prisão”.

O físico inglês Stephen Hawking é considerado um gênio. Ele tem deficiência física. Entre os seus estudos, há a busca de uma fórmula para explicar a origem do Universo, como também extinguir a necessidade de um Deus para criá-lo e governá-lo. Se esse gênio viesse em um corpo sem limitações, suas ideias poderiam ser nocivas à humanidade, criando interpretações diversas sobre a existência de Deus.

Conforme explica Kardec: “A superioridade moral não está sempre em razão da superioridade intelectual, e os maiores gênios podem ter muito a expiar; daí resulta, frequentemente, para eles, uma existência inferior a que tiveram e uma causa de sofrimentos. Os entraves que o Espírito experimenta em suas manifestações lhe são como as correntes que comprimem os movimentos de um homem vigoroso”.

Bom to indo, volto a qualquer hora.
Bjãooo meus queridos blogueiros e simpatizantes!!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Transtorno de Humor o que devemos saber ?




Genética do Comportamento do Transtorno Bipolar
Autora: Carmen Doris Joseph Reichelt (Trabalho de encerramento da disciplina apresentado no Curso de Pós-Graduação em Neuropsicologia da Universidade Luterana do Brasil - Campi Canoas – RS)


Transtorno de Humor Bipolar

Um consistente conjunto de evidências indica a existência de fatores genéticos na suscetibilidade para as doenças afetivas. Os dados disponíveis no momento não identificam de modo inequívoco nenhum gene de vulnerabilidade, mas a velocidade com que surgem novas tecnologias e abordagens na área de genética molecular apontam que, provavelmente nos próximos anos, alguns dos genes relacionados à vulnerabilidade para a depressão e para o transtorno afetivo bipolar serão identificados. Muito provavelmente, essa identificação também propiciará uma revolução na prática clínica com os benefícios advindos da elucidação das vias bioquímicas relacionadas à patogênese dessas doenças afetivas. (Ivanor Velloso Meira Lima et al, 2004)
De uma forma geral dá para dizer que os Transtornos de Humor Bipolares são um grupo de transtornos on                     1 INTRODUÇÃO


Há muito tempo o homem deseja compreender o funcionamento e a origem das doenças. Sabe-se, que desde Hipócrates, a medicina tem estudado fatores exógenos e endógenos na etiologia das doenças; atualmente, nas últimas décadas, as técnicas de epidemiologia e da genética possibilitaram identificar as contribuições ambientais e hereditárias de várias doenças (Yudofsky & Hales, 1988).
Nos últimos anos a pesquisa das causas do transtorno bipolar evoluiu muito, mas ainda se desconhece o mecanismo exato que origina. Os estudo indicam que o componente genético é fundamental, predispondo parentes próximos a um risco maior de desenvolver a doença que a média das pessoas.
O estudo da genética do transtorno do humor bipolar se faz útil em razão dos atuais índices de prevalência, que apontam para 4.09% da população (Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo, 1995). Isto representa, que até 1995, aproximadamente 2,5 milhões de brasileiros apresentavam a forma grave da doença, sendo o risco maior em parentes de primeiro grau.
A prevalência aponta para a relevância do estudo, em vista da necessidade de prevenção e de tratamento do transtorno do humor bipolar. Tanto prevenção como tratamento estão intimamente ligados ao correto diagnóstico e compreensão da doença.
Estabelecer o diagnóstico correto do paciente é de vital importância, pois assim é possível propor uma ação terapêutica adequada, já que outros transtornos mentais podem estar associados ou até mesmo confundidos, e, portanto tratados de forma equivocada. Inclui o diagnóstico diferencial: Anorexia Nervosa, Bulimia Nervosa, Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, Transtorno de Pânico, Fobia Social, Depressão Maior, Esquizofrenia, Transtornos Relacionados a Substâncias e Síndrome de Alzheimer.
Além disto, para o DSM IV existem algumas evidências de que uma doença da tireóide não tratada piora o prognóstico de Transtorno Bipolar I.
Também os clínicos podem tender a superdiagnosticar Esquizofrenia (ao invés de Transtorno Bipolar) em alguns grupos étnicos e em indivíduos mais jovens.
Aproximadamente 10 a 15% dos adolescentes com Episódios Depressivos Maiores recorrentes evoluem para um Transtorno Bipolar I.
Um diagnóstico equivocado produz uma consequentemente ineficácia de tratamento, aumentando o risco de cronicidade da doença, além do fato de que o suicídio completado ocorre em 10 a 15% dos indivíduos com Transtorno Bipolar I, segundo o DSMIV. É estudado neste trabalho o conjunto de evidências genético-epidemiológicas que indicam a presença de fatores genéticos na vulnerabilidade para os transtornos afetivos.
Também são apresentados os dados obtidos até o momento, através de estratégias de genética molecular na busca de genes de susceptibilidade para o transtorno afetivo bipolar e para a depressão.
                  2 GENÉTICA DO COMPORTAMENTO DO TRANSTORNO BIPOLAR

2. 1 O QUE É O TRANSTORNO DO HUMOR BIPOLAR

Segundo a Faculdade de Medicina de São Paulo (1995), o Transtorno Bipolar é uma enfermidade que se caracteriza pela alternância de episódios de euforia (mania) e episódios de depressão, com épocas de normalidade nos intervalos. Em geral, os episódios se repetem a intervalos menores com o passar dos anos, embora isso possa variar, existindo casos em que a pessoa tem apenas um episódio de mania ou de depressão. Casos exclusivos de mania são muito raros. O suicídio completado ocorre em 10 a 15% dos indivíduos com Transtorno Bipolar I.
Abuso da criança, abuso do cônjuge ou outro comportamento violento pode ocorrer durante Episódios Maníacos severos ou com aspectos psicóticos. Outros problemas associados incluem gazeta à escola, repetência, fracasso profissional, divórcio ou comportamento anti-social episódico. Outros transtornos mentais associados incluem Anorexia Nervosa, Bulimia Nervosa, Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, Transtorno de Pânico, Fobia Social e Transtornos Relacionados a Substâncias.
Estudos epidemiológicos recentes nos Estados Unidos indicam que o Transtorno Bipolar I é quase tão comum em homens quanto em mulheres (diferentemente do Transtorno Depressivo Maior, que é mais comum em mulheres). O gênero parece estar relacionado à ordem de aparecimento dos Episódios Maníaco e Depressivo Maior. O primeiro episódio em homens tende mais a ser um Episódio Maníaco. O primeiro episódio em mulheres tende mais a ser um Episódio Depressivo Maior. As mulheres com Transtorno Bipolar I têm um risco aumentado para o desenvolvimento de episódios subseqüentes (em geral psicóticos) no período pós-parto imediato. Algumas mulheres têm seu primeiro episódio durante este período. O especificador Com Início no Pós-Parto pode ser usado para indicar que o início do episódio ocorre dentro de 4 semanas após o parto. O período pré-menstrual pode estar associado com a piora de um Episódio Depressivo Maior, Maníaco, Misto ou Hipomaníaco em andamento.

                               2. 2 PREVALÊNCIA

Para o DSM IV a prevalência do Transtorno Bipolar I durante a vida em amostras comunitárias tem variado de 0,4 a 1,6%. Entretanto estes números aumentam, o que informa a Faculdade de Medicina de São Paulo, através do Hospital de Clínicas, pois nos estudos populacionais na Europa e nos EUA, estima-se que ao redor de 1,6% da população sofra da doença bipolar, taxa que aumenta para 4,9% levando em conta os que apresentam hipomania (a forma mais leve da mania) alternando com depressão. Pessoas com hipomania não se julgam doentes e sentem-se bem; assim sendo são os familiares que percebem as mudanças e elas freqüentemente não são diagnosticadas como bipolares pelo médico.
Como a prevalência dos transtornos do humor parece ser a mesma no mundo todo, de um total de quase 8 milhões de pacientes com transtorno bipolar, aproximadamente 2,5 milhões de brasileiros apresentam a forma grave da doença, sendo o risco maior em parentes de primeiro grau. Homens e mulheres têm chances iguais de apresentarem transtorno bipolar com mania, mas a forma associada de hipomania (bipolar tipo II) é mais freqüente em mulheres.
2. 3 CURSO
Para o DSM IV, o Transtorno Bipolar I é um transtorno recorrente — mais de 90% dos indivíduos que têm um Episódio Maníaco Único terão futuros episódios. Aproximadamente 60 a 70% dos Episódios Maníacos freqüentemente precedem ou se seguem a Episódios Depressivos Maiores em um padrão característico para a pessoa em questão. O número de episódios durante a vida (tanto Depressivos quanto Maníacos) tende a ser superior para Transtorno Bipolar I, em comparação com Transtorno Depressivo Maior, Recorrente. Estudos do curso do Transtorno Bipolar I antes do tratamento de manutenção com lítio sugerem que, em média, quatro episódios ocorrem em 10 anos. O intervalo entre os episódios tende a diminuir com a idade. Existem algumas evidências de que alterações no ciclo de sono/vigília tais como as que ocorrem durante as mudanças de fuso horário ou privação do sono, podem precipitar ou exacerbar um Episódio Maníaco, Misto ou Hipomaníaco. Aproximadamente 5 a 15% dos indivíduos com Transtorno Bipolar I têm múltiplos (quatro ou mais) episódios de humor (Episódio Depressivo Maior, Maníaco, Misto ou Hipomaníaco), que ocorrem dentro de um determinado ano. Se este padrão está presente, ele é anotado pelo especificador “Com Ciclagem Rápida”. Um padrão de ciclagem rápida está associado com um pior prognóstico.
Embora a maioria dos indivíduos com Transtorno Bipolar I retorne a um nível plenamente funcional entre os episódios, alguns (20 a 30%) continuam apresentando instabilidade do humor e dificuldades interpessoais ou ocupacionais. Sintomas psicóticos podem desenvolver-se dentro de dias ou semanas em um Episódio Maníaco ou Episódio Misto anteriormente não-psicótico. Quando um indivíduo tem Episódios Maníacos com aspectos psicóticos, os Episódios Maníacos subseqüentes tendem mais a ter aspectos psicóticos. A recuperação incompleta entre os episódios é mais comum quando o episódio atual é acompanhado por aspectos psicóticos incongruentes com o humor.
Ainda segundo o DSM IV, a doença se inicia em geral subitamente na adolescência - entre 15 e 19 anos – ou na idade de adulto jovem, entre 20 e 24 anos. Até os 30 anos a maioria apresentou sintomas do transtorno bipolar, mas ele é raro na infância. Apesar de os sintomas se iniciarem precocemente, por exemplo, aos 16 anos, o quadro clínico completo pode se expressar somente aos 19 anos e demorar mais alguns anos antes que o jovem seja adequadamente tratado.
                                     
                                 2. 3 CURSO

Para o DSM IV, o Transtorno Bipolar I é um transtorno recorrente — mais de 90% dos indivíduos que têm um Episódio Maníaco Único terão futuros episódios. Aproximadamente 60 a 70% dos Episódios Maníacos freqüentemente precedem ou se seguem a Episódios Depressivos Maiores em um padrão característico para a pessoa em questão. O número de episódios durante a vida (tanto Depressivos quanto Maníacos) tende a ser superior para Transtorno Bipolar I, em comparação com Transtorno Depressivo Maior, Recorrente. Estudos do curso do Transtorno Bipolar I antes do tratamento de manutenção com lítio sugerem que, em média, quatro episódios ocorrem em 10 anos. O intervalo entre os episódios tende a diminuir com a idade. Existem algumas evidências de que alterações no ciclo de sono/vigília tais como as que ocorrem durante as mudanças de fuso horário ou privação do sono, podem precipitar ou exacerbar um Episódio Maníaco, Misto ou Hipomaníaco. Aproximadamente 5 a 15% dos indivíduos com Transtorno Bipolar I têm múltiplos (quatro ou mais) episódios de humor (Episódio Depressivo Maior, Maníaco, Misto ou Hipomaníaco), que ocorrem dentro de um determinado ano. Se este padrão está presente, ele é anotado pelo especificador “Com Ciclagem Rápida”. Um padrão de ciclagem rápida está associado com um pior prognóstico.
Embora a maioria dos indivíduos com Transtorno Bipolar I retorne a um nível plenamente funcional entre os episódios, alguns (20 a 30%) continuam apresentando instabilidade do humor e dificuldades interpessoais ou ocupacionais. Sintomas psicóticos podem desenvolver-se dentro de dias ou semanas em um Episódio Maníaco ou Episódio Misto anteriormente não-psicótico. Quando um indivíduo tem Episódios Maníacos com aspectos psicóticos, os Episódios Maníacos subseqüentes tendem mais a ter aspectos psicóticos. A recuperação incompleta entre os episódios é mais comum quando o episódio atual é acompanhado por aspectos psicóticos incongruentes com o humor.
Ainda segundo o DSM IV, a doença se inicia em geral subitamente na adolescência - entre 15 e 19 anos – ou na idade de adulto jovem, entre 20 e 24 anos. Até os 30 anos a maioria apresentou sintomas do transtorno bipolar, mas ele é raro na infância. Apesar de os sintomas se iniciarem precocemente, por exemplo, aos 16 anos, o quadro clínico completo pode se expressar somente aos 19 anos e demorar mais alguns anos antes que o jovem seja adequadamente tratado.
                                     
                                    2. 4. TEMPERAMENTO

Para Diogo Lara (2004) os temperamentos são uma expressão genética, da mesma forma como cor de cabelo, altura; assim também é a vulnerabilidade para certos tipos de doenças. Ressalta que o tipo de temperamento é o alicerce para o humor, e por conseqüência para as doenças do humor. O temperamento é herdado geneticamente e regulado biologicamente, podendo ser observado desde os primeiros anos de vida. (Lara, 2004, p.13)
O temperamento define o que mais naturalmente se salienta no mundo para cada um e influencia os tipos de experiências em que nos envolvemos e como reagimos instintivamente a elas. Assim, é claro que o temperamento e o caráter se influenciam e interagem e nem sempre é fácil diferenciar o que provém do caráter e o que provém do temperamento. A combinação deste temperamento com o caráter que se forma pela experiência é o que definimos como personalidade. (Lara, 2004, p.14)
Para Lara (2004) os “desetabilizadores do humor” mais comuns são em geral drogas com ação com ação estimulante no cérebro, como cocaína, anfetamina, e outras drogas de abuso, antidepressivos, alguns remédios para emagrecer (derivados de anfetamina e sibutramina), antiinflamatórios corticóides (como cortizona), L-dopa para o tratamento de Parkinson, álcool e até a cafeína em excesso.

                           2.5. PADRÃO FAMILIAR

Para Diogo Lara (2004), os temperamentos apresentam uma expressão biológica, que é decorrente da composição genética. Mas o ambiente apresenta uma contribuição fundamental. As experiências, na família de convivência, nas relações sociais e laborais, ajudam a moldar a personalidade, mas, por outro lado, também as escolhas vivências são altamente influencias pelo tipo de temperamento. Este é herdado geneticamente e regulado biológicamente, podendo ser observado nos primeiros anos de vida.
O DSM IV refere, que os parentes biológicos em primeiro grau de indivíduos com Transtorno Bipolar I têm índices elevados de Transtorno Bipolar I (4 a 24%), Transtorno Bipolar II (1 a 5%) e Transtorno Depressivo Maior (3 a 24%). Estudos de gêmeos e de adoções oferecem fortes evidências de uma influência genética para o Transtorno Bipolar I

                           2. 6. ESTUDO DE FAMÍLIAS

Angst, em 1966 na Suíça, e Perris, no mesmo ano na Suécia, independentemente, apresentaram os primeiros resultados de estudos sistemáticos em famílias, utilizando a subdivisão de Leonhard. Ambos demonstraram agregação familiar das alterações do humor e, mais ainda, validaram a subdivisão da psicose maníaco-depressiva, encontrando maior freqüência de bipolares entre os familiares de bipolares e de unipolares entre os parentes de depressivos unipolares. A maioria dos estudos que se seguiram concordam com estes autores tanto na agregação familiar quanto na subdivisão (Revisado em Meira-Lima e Vallada, 1998).
No artigo “Genética dos transtornos afetivos” de Ivanor Velloso Meira Lima, do Núcleo de Assistência, Ensino e Pesquisa em Transtornos Afetivos - Departamento de Neuropsiquiatria da Universidade Federal de Pernambuco, estudando pacientes com transtorno do humor e famílias, confirma que o risco para a depressão unipolar está aumentado três vezes, enquanto o risco para doença bipolar nesses parentes está aumentado cerca de sete vezes.
Os resultados de estudos em famílias de pacientes com transtorno do humor podem ser sumarizados assim: o risco de parentes em primeiro grau de indivíduos não-afetados representativos da população geral é de quase 1% para doença bipolar e cerca de 5% para depressão unipolar. Quando comparamos este risco com o dos parentes em primeiro grau de pacientes com depressão, observamos que, para doença depressiva unipolar, o risco está aumentado aproximadamente três vezes, enquanto o risco de transtorno bipolar nesses familiares é quase o mesmo da população geral. Finalmente, quando comparamos o grupo de familiares de indivíduos da população geral com o grupo de parentes em primeiro grau de portadores de transtorno bipolar, verificamos que o risco para a depressão unipolar está aumentado três vezes, enquanto o risco para doença bipolar nesses parentes está aumentado cerca de sete vezes. Com respeito à elevada prevalência de depressão entre familiares de bipolares, é importante lembrar que 10% a 20% dos pacientes bipolares apresentam os primeiros episódios como quadro depressivo (pseudo-unipolares). (Melo, 2003)

                            
              2.8   A INCIDÊNCIA ESTÁ CRESCENDO

                           2.6.1 Estudos com gêmeos

Entre os mais relevantes estudos com gêmeos nos transtornos do humor, podemos destacar:
• Bertelsen et al.(1977), investigaram na Dinamarca 123 pares de gêmeos e encontraram uma concordância, com relação à doença bipolar, de 79% para gêmeos monozigóticos (MZ) e de 19% para gêmeos dizigóticos (DZ), enquanto na depressão unipolar as taxas de concordância de MZ:DZ foram de 64%:24%.
• Torgersen (1986), em uma amostra norueguesa de 102 probandos predominantemente unipolares, encontrou um taxa de concordância em MZ:DZ de 51%:20%.
• McGuffin e Katz (1991) investigaram, na Inglaterra, 141 pares de gêmeos em sua maioria depressivos unipolares e observaram uma concordância entre MZ de 53% e em DZ de 28%.
• Kendler et al.(1993), em uma amostra de 486 gêmeos suecos, verificaram uma concordância de 69% em pares MZ e de 34% em pares DZ. (Melo, 2003)
Melo et al. (2003) consideram, com base nos dados apresentados acima, que a taxa de concordância para problemas do humor em gêmeos MZ é duas a três vezes maior do que nos DZ, reforçando a hipótese de um componente genético nessas enfermidades.
Até o momento, a maioria dos estudos realizados com gêmeos, permite estimar a herdabilidade na depressão unipolar em torno de 40%, enquanto o transtorno afetivo bipolar teria uma herdabilidade de aproximadamente 70% a 80%.

                         2.6.2 Estudo com Adotados

Melo et al.(2003) consideram que há poucos relatos de investigações com adotados em distúrbios do humor, que são em sua maioria consistentes com a presença de um componente genético na determinação das enfermidades afetivas.
Ainda para Melo et al. (2003), o primeiro estudo foi conduzido na Bélgica por Mendlewicz e Rainer (1977), que verificaram 29 adotados com doença maníaco-depressiva e observaram uma prevalência de transtornos afetivos em 31% dos pais biológicos desses indivíduos, comparada a uma prevalência de 12% nos pais adotivos. Novos apontam para uma freqüência seis vezes maior de depressão em filhos adotados ao nascimento com mães com doenças afetivas.
Um segundo estudo nessa área foi conduzido por Cadoret (1978) que, estudando uma amostra de mães com doenças afetivas (bipolar e unipolar), evidenciou uma freqüência seis vezes maior de depressão em seus filhos adotados ao nascimento, comparados aos filhos de mães com outras condições clínicas também adotados ao nascimento. Um outro estudo com adotados suecos, realizado por Von Knorring et al.(1983) encontrou poucas evidências de um componente genético em pais biológicos de 56 doentes afetivos adotados. Entretanto, questões metodológicas, como a baixa confiabilidade das informações de fichas de seguro-saúde que estes utilizaram em suas investigações, podem explicar a discrepância com os demais estudos. Finalmente, Wender et al.(1986) investigaram uma amostra dinamarquesa de 71 adotados afetados por transtornos de humor e relataram uma prevalência oito vezes maior de casos de depressão unipolar e quinze vezes maior de casos de suicídio nos pais biológicos desses indivíduos, comparados aos seus pais adotivos. (Melo et al., 2003)
Esses estudos podem ser considerados consistentes, marcando a presença de um componente herdado na determinação dos transtornos afetivos, apesar do número limitado de investigações com adotados.

                          2. 7 ESTUDOS GENÉTICO
EPIDEMIOLÓGICOS

Em regra, nos últimos 30 anos, os pesquisadores têm seguido a classificação sugerida por Leonhard (1957), que subdivide os pacientes com transtornos primários do humor em unipolares, no caso de só apresentarem depressão como alteração do humor, e bipolares, se acusam episódios de mania com ou sem depressão, ou ainda episódios de depressão com hipomania.
Para Ivanor Lima, desde 1990 a ciência descobre as bases biológicas para o transtorno afetivo bipolar.
Estudos recentes relatam a presença do fenômeno de antecipação em famílias com múltiplos afetados pelo transtorno afetivo bipolar. Ao lado disso, investigações independentes utilizando o método RED (Repeat Expansion Detection) - uma estratégia que detecta expansões de repetições trinucleotídicas no DNA genômico sem identificar sua localização - têm mostrado associação entre este distúrbio do humor e longas repetições da seqüência nucleotídica CAG. No presente estudo testamos a hipótese de que loci com repetições CAG estão envolvidos na vulnerabilidade genética ao transtorno afetivo bipolar. Assim, analisamos o comprimento das repetições CAG presentes em quatro loci: o locus ERDA1 na região cromossômica 17q21.3 ao qual tem sido atribuído a maioria das repetições CAG detectadas pelo RED, o locus SEF2-1b que situa-se na região 18q21.1, onde há relatos positivos de ligação e os loci hSKCa3 (região 1q21) e MAB21L (região 13q13), ambos devido a função do gene na qual as repetições residem. Inicialmente, investigamos quatorze famílias brasileiras com múltiplos afetados pelo transtorno bipolar, que tiveram a idade de início da doença comparada na 1a e na 2a geração revelando antecipação. Averiguamos ainda uma amostra de 115 pacientes bipolares não-aparentados e 196 indivíduos controles. As repetições CAG foram amplificadas por PCR, os produtos submetidos a eletroforese em gel de poliacrilamida e as bandas visualizadas após coloração com SYBR gold em aparelho de fluorescência direta (Fluorimager system), possibilitando definir os alelos de acordo com o tamanho da seqüência CAG. O teste ampliado para desequilíbrio de transmissão (ETDT) que utilizamos nas famílias não evidenciou transmissão preferencial de nenhum dos alelos para os membros afetados (ERDA1 X2=11,05/p=0,136; SEF2-1b X2=4,42/p=0,62; hSKCa3 X2=0,88/p=0,92; MAB21L X2=5,76/p=0,45). A análise de ligação por testes paramétricos e não-paramétricos excluiu ligação entre qualquer dos quatro loci e a doença bipolar (ERDA1 lod score= -10,78/ p=0,27; SEF2-1b lod score= -5,87/p=0,6; hSKCa3 lod score=-2,01/p=0,59; MAB21L lod score=-12,46/p=0,83). No estudo caso-controle, a distribuição dos alelos entre pacientes bipolares e controles foi comparada através do teste U de Mann-Whitney e não demonstrou diferenças significativas (ERDA1 z=0,63/p=053; SEF2-1b z=-0,99/p=0,32; hSKCa3 z=-0,57/p=0,56; MAB21L z=1,0/p=0,31). Uma associação entre os alelos considerados longos e o transtorno bipolar foi ainda testada através de um modelo de regressão logística ajustado para controle de etnia, sexo e idade, contudo, os resultados também não apresentaram significância estatística (ERDA1 p=0,79, SEF2-1b p=0,073, hSKCa3 p=0,14, MAB21L p=0,12). Em conclusão, os dados obtidos nessa investigação não apoiam a hipótese de que a expansão de repetições CAG nos loci ERDA1, SEF2-1b, hSKCa3 e MAB21L desempenham um papel na vulnerabilidade ao transtorno afetivo bipolar em pacientes brasileiros. Permanece possível que outros loci com repetições CAG, não relacionados como candidatos em nosso estudo, possam estar implicados na gênese do transtorno bipolar. (LIMA, I. , 2001)
Para Yudofsky e Hales (1996) há indicadores que a transmissão do transtorno bipolar está ligada ao cromossoma X.
A ausência de transmissão de homem para homem do transtorno do transtorno bipolar em alguma famílias sugeriu uma forma da doença dominante ligada ao X. As análises de segregação não fornecem apoio convincente, tanto para um locus principal único como para a transmissão poligênica-multifatorial do transtorno bipolar. Estas análises presumiram que a depressão maior e o transtorno bipolar eram formas leve e severa da mesma doença. Para a transmissão monogênica, elas poderiam representar variantes alélicas do mesmo locus; para a transmissão poligênica, poderiam representar diferentes limiares do mesmo continuum de vulnerabilidade à doença. Essas análises foram confundidas por um aumento secular na taxa de doenças afetivas nas três gerações passadas (o efeito de periodicidade mencionado acima) e limitadas pela penetrância incompleta e possível heterogeneidade genética não alélica.(Yudofsky et al., 1996, p. 139).
As análises de ligação da doença bipolar incluíram estudos de marcadores anônimos implicando o cromossoma 11p15; estudos de loci favorecidos, implicando o cromossoma Xq28; e estudos de genes candidatos, levando-se em conta os genes da tirosina hidroxilase (TH) e o receptor D2. Egeland et al (1987) relataram ligação entre os transtornos bipolar I e transtornos relacionados (transtorno bipolar II: transtorno esquizoafetivo, tipo bipolar; e depressão maior unipolar) e o cromossoma oncogene 11 HRAS1 wm 19 de 81 membros de uma linhagem estendida da ordem antiga dos Amishes. (Yudofsky et al, 1996, p. 139)
Outros estudos (Detera-Wadleigh et al, 1987; Hodgkinson et al., 1987) excluiram a ligação entre o locus principal para o transtorno bipolar e estudos marcadores do cromossoma 11. Kelsoe et al., (1989) reavaliaram o relato original de Engeland com as seguintes alterações: início novo do transtorno do humor em 2 membros da linhagem original, novos dados adicionais do genótipo em 10 membros incompletamente tipados previamente na linhagem original, novos dados do genótipo de 6 indivíduos em uma fraternidade incluída como nova ( a extensão “esquerda”) e dados novos do genótipo em 31 parentes adicionais (a extensão “direita”). A ligação foi excluída para marcadores do cromossoma nesses membros nesses 118 membros da linhagem.
Voltando aos estudos do cromossoma X, Baron et al., (1987) relataram forte evidência para a ligação entre o transtorno bipolar e dois marcadores fenotípicos do Xq (a visão de cores para vermelho-verde e a deficiência de G6PD) em linhagens israelitas. Além disso, Mendlewicz et al., forneceram evidência mais fraca para a ligação do transtorno bipolar e um lócus de hemofilia B (fator IX). Uma explicação para essas localizações díspares nos dois estudos do cromossoma X é que os intervalos de confiança associados a estes dois achados de ligação são tão amplos que possam implicar o mesmo lócus.” (Yudofsky et al., 1996, p. 139)

Para Lara (2004), o aumento de casos de pacientes com o diagnóstico de transtorno do humor bipolar tem uma explicação na combinação do ambiente com a característica da personalidade dos colonizadores.
A característica de personalidade dos colonizadores compõe o perfil bipolar. São elas: o pioneirismo, o espírito inovador e exploratório, a busca de novidades e a confiança no futuro. “Neste sentido, os Estados Unidos expressão mais a competitividade, a liberdade, o espírito dominador e invasivo; enquanto que o Brasil é mais boêmio e alegre. Ambos são artísticos e criativos.” (Lara, 2004, p. 135)
A origem ambiental é expressa por Lara (2004) pelo excesso de estímulos, gerando excitação. Também aponta para a redução da maternagem como fator desestabilizador. A cultura do consumismo regula o humor para além da ansiedade (os brinquedos superestimulantes e descartáveis, as drogas, a escolha pouco criteriosa de parceiros). Para Lara (2004), os ambientes demasiadamente estimulantes geram crianças “turbinadas, que se transformam em adultos turbinados e mais turbinadores da sociedade”. Afirma, que a poluição de informações crescente, como celulares jogos de computador, programas de televisão em “alta rotação” tem sido devastadora. Soma-se a incapacidade da sociedade e dos educadores em formar na criança valores como a persistência, a tolerância para frustrações, a estruturação de limites; e ao contrário, estimulando o excesso e a busca de novidades.Estes superestímulos associados ao fato de que os jovens durmam cada vez mais tarde são fatores de desestabilização da mente.
Acredito que o ponto central é a avaliar a influência desta mudança de ambiente desde o nascimento, porque o cérebro até os 10 anos é extremamente maleável e adaptável. O maior exemplo é o aprendizado de idiomas. Se mudar de pais, uma criança até 10 anos aprende o idioma novo sem sotaque ou diferenças de conhecimento em comparação com os nativos. Por que com o resto seria diferente? E mais, o que promove o desenvolvimento cerebral é exatamente o estímulo. (Lara, 2004, p. 135)
                                                  
                                         COMENTÁRIOS FINAIS

Os seres humanos apresentam uma propensão a algum problema de saúde. Os componentes genéticos estão associados à variantes ambientais, que levam as pessoas a desenvolver uma doença. Existe um conjunto de evidências científicas que indica a existência de fatores genéticos na suscetibilidade para as doenças afetivas. Provavelmente, com as novas tecnologias e abordagens na área de genética molecular, nos próximos anos, muitos dos genes relacionados à vulnerabilidade para a depressão e para o transtorno afetivo bipolar deverão ser descobertos. O futuro desafio é identificar os genes relacionados com as doenças do humor para a realização de tratamentos mais específicos, pois tais síndromes são bastante comuns e determinam importante prejuízo à sociedade, inclusive por se associarem com elevadas taxas de suicídio. As pesquisas, que buscam as bases etiológicas e fisiopatológicas dessas perturbações afetivas, contemplam evidências clínicas, que apontam para o componente familiar como um dos principais fatores de risco para o aparecimento desses quadros.
Percebe-se o aumento de casos de pacientes com o diagnóstico de transtorno do humor bipolar, isto tem uma explicação na combinação do ambiente com a característica da personalidade da população.

Elementos como equilíbrio no sono, na alimentação, na atividade física, e adequação nos estímulos e atividades são aspectos que favorecem a harmonia do humor.
Para os portadores do transtorno do humor bipolar, atualmente, a psicoterapia promove a consciência da situação, oferecendo o encontro das novas soluções. A medicação é o elemento importante no controle bioquímico do humor. Assim, a energia das pessoas com transtorno do humor bipolar pode ser melhor aproveitada e sua vida gratificante e produtiva.

                          4 REFEÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMERICAN PSYCHOLOGIAL ASSOCIATION - APA. (2002).
AMBULIM, Manual Informativo sobre o Transtorno Bipolar do Humor, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 1995.
DSM – IV. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fourth Edition, Text Revision.
LIMA, I. et al. (2004). Genética dos transtornos afetivos. Revista de Psiquiatria Clínica ISSN 0101-6083, versão impressa, São Paulo, 2004.
LIMA, I. (2001). O Fenômeno da Antecipação Genética e a Expansão de Repetições Trinucleotídicas no Transtorno Afetivo Bipolar. Tese de doutorado. Orientador: Prof. Dr. Homero Vallada, 2001. In: http://www.unifesp.br/dpsiq/posgrad/teses/ivanorl.htm. Acesso em 08 de novembro de 2004
LARA, D. (2004). Temperamento forte e bipolaridade: dominando os altos e baixos do humor. Porto Alegre: Armazém de Imagens.
YUDOFSKY, S. et al. (1996). Compêndio de Neuropsiquiatria. Porto Alegre: Artes Médicas.
Carmen Doris Joseph Reichelt - Psicóloga -CRP 07/1289
Devem ser afastadas causas médicas e efeitos de substâncias psicoativas como causas da Depressão ou Mania/Hipomania, por este motivo, você deve informar seu médico BjBsobre o uso de quaisquer substâncias lícitas ou ilícitas ou medicações prescritas e ele solicitará exames laboratoriais para descartar patologias físicas que possam mimetizar o Transtorno do Humor Bipolar.
Antes de abordarmos o Transtorno de Humor Bipolar precisamos definir o que é Mania e Hipomania.

O que é Mania?

A palavra mania, origina-se do verbo grego Maniw cujo significado era “tornar-se furioso”.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Distimia X ciclotimia

 

Oi pessoal..essa pesquiza foi pega do blog Bipolar Brasil, torço d coração q ajude a nos trastornados,familiares, amigos, conhecidos(rsrsrsrs) enfim a todas as pessoas interresadas no assunto...

Boa reflexão!!

A primeira coisa que temos que entender é sobre a DISTIMIA:

Como já havia dito a "distimia" é um transtorno do humor, e está relacionada com "depressão" na sua forma "crônica", isto é, de "longa duração" (geralmente 2 ou mais anos). Embora seja uma forma de "depressão crônica",  trata-se de uma depressão de "baixa intensidade", e portanto o funcionamento do paciente em sua vida diária quase não é afetada de uma maneira devastadora. Mas óbvio: não deixa de ser um problema, porque estamos falando de "depressão"!

Não sabemos (assim como também não é certo para o transtorno bipolar do humor), o que causa a "distimia". Sabemos que no caso da distimia existem mudanças químicas no cérebro do paciente que envolvem a serotonina (neurotransmissor responsável por ajudar nas emoções etc). Há indícios de que o meio ambiente em vive o paciente pode ser um potencial de risco para que ele venha a desenvolver a doença... (eventos estressores, por exemplo).

E os sintomas da Distimia, quais são?
Geralmente os mesmo de uma depressão, porém numa intensidade mais amena.

1. Tristeza e sentimento de vazio persistente;
2. Dificuldade de conciliar o sono (ou dorme pouco ou dorme muito);
3. Insônia;
4. Sentimento de desamparo e desesperança;
5. Sentimento de culpa;
6. Perda de interesse e/ou capacidade de divertir-se;
7. Falta de energia e/ou fadiga;
8. Dificuldade de concentração, pensamentos ou tomada de decisões;
9. Alterações de apetite (para mais ou para menos);
10. Lentificação mental e/ou física;
11. Dores pelo corpo;
12. Pensamentos fixos em suicídio.
Para o médico bater o "martelo"?


Geralmente o médico faz a avaliação baseado nos sintomas do paciente. No caso da "distimia", os sintomas devem durar um período de tempo "grande", e devem ser "menores" que de uma "depressão maior" (mais grave). Outro ponto que o médico considera, é certificar-se que os sintomas que você está apresentando não é resultado de "abuso de substâncias" ou por exemplo uma "condição médica" como o "hipotireoidismo". Distimia talvez não seja tão simples de diagnosticar por conta do tempo da depressão a ser considerada (geralmente 2 anos ou mais). O médico deve acompanhá-lo por um período de tempo, e/ou então, em sua primeiras consultas ficar bem claro seu "histórico" clínico.

Bem, até aqui acho que ficou claro e objetivo o que é DISTIMIA, certo? Sabemos que se trata de um transtorno de humor, propriamente pertencente como eu costumo dizer por aqui, do pólo dos "8" (do pólo do humor pra baixo). Com posse desse conhecimento, fica mais fácil entendermos onde se encaixa a CICLOTIMIA, nessa estória toda. Vamos a ela então...
A primeira coisa que precisamos saber para adentrar no mundo da CICLOTIMIA é considerá-la como uma "forma" de transtorno bipolar do humor. Então para simplificar temos o João, a Maria e o Will. Os três tem transtornos do humor. Cada um tem a doença num "nível de gravidade". A esse nível de gravidade os pesquisadores estabeleceram o que chamam de "espectro bipolar". Alguns tipos desse espectro estão listados nos manuais de psiquiatria, outros não... Isso na verdade não importa muito, importa pra gente saber o seguinte: 

João tem só distimia (2 anos e meio só de depressão bem levinha); Maria é bipolar tipo 1 (é uma bipolar muito grave, já foi internada, e tentou se matar 3 vezes inclusive) e o Will tem CICLOTIMIA (2 anos de distimia com 2 episódios de hipomania que duraram cada um não mais que uns 3 dias... observe que em 2 anos de doença ele totalizou 6 dias mais ou menos de "euforia").Citei os três casos, para dizer o seguinte: TODOS TÊM TRANSTORNOS DE HUMOR, MAS SÓ JOÃO NÃO É BIPOLAR, complicou? Eu tentarei descomplicar...

O tipo de transtorno bipolar de humor de Will pode ser considerado do tipo 2 (onde há depressão e hipomania presente nos sintomas). No caso de Will a depressão é mais presente do que a euforia. Ele passou pelo o menos 2 anos com depressão para ter só 6 dias de euforia no total! O que prevaleceu mais? Depressão de baixa intensidade e de longa duração... E que nome damos a isso? DISTIMIA (se levarmos em conta que Willhipomania e/ou mania)! Pois bem, mas como a DISTIMIA de Will, não foi ISOLADA, ou seja, não houve só depressão (teve os 6 dias de EUFORIA), então, mudamos o nome disso tudo para CICLOTIMIA! Simples? Sim! Simples assim!
A grosso modo agora você já sabe a diferença entre DISTIMIA e CICLOTIMIA.
Algumas definições na internet isoladamente para cada uma das doenças não estão incorretas. Eu fiz uma abordagem diferenciada, para traçar um paralelo entre os dois termos:
 
Ciclotimia por exemplo, você irá ouvir falar que trata-se de "numerosos" períodos de variações de humor caracterizados por hipomania x depressão leve (veja depressão LEVE). Não muito diferente do que eu disse por aqui certo? Caracterizei a personagem Will com 2 episódios de hipomania em 2 anos (poderia ser mais, ou poderia ser apenas 1, que já se trataria de um paciente com CICLOTIMIA). Basta um episódio de hipomania!
E para fechar uma coisa em comum que você deve ter notado e por isso fiz o artigo de hoje tratando dos dois temas (ciclotimia e distimia), é que ambos os termos são empregados à pacientes que têm a doença por um período de 2 anos ou mais! Talvez, por isso que a "incidência" de pacientes com essas doenças seja tão baixa (na minha opinião: dificuldade de diagnosticar.
 
E mais uma vez: Não confunda, CICLOTIMIA com CICLAGEM RÁPIDA, ok? Em momento oportuno eu falarei sobre bipolares que têm essa característica combinado? Alias, uma característica devastadora na doença bipolar, diga-se de passagem!

E uma observação é que "menciono" a ciclotimia como uma forma "branda" de doença do humor (os manuais as classificam como não sendo integrante do transtorno bipolar do humor).
        A classificam como algo a parte... Eu no entanto (conforme estudos etc) entendo que ela faz parte de um "espectro bipolar", onde, pode sim, fazer parte... E óbvio, dentro do contexto do artigo que eu escrevi hoje, eu acredito que a exemplificação está de bom grado. E diria mais sobre espectro bipolar numa, mas outra ocasião, considerando a "esquizofrenia" como um grande guarda-chuva de todas essas doenças... Hoje não é a ocasião apropriadoa face o tema que tratamos. O que eu posso adiantar aos amigos leitores do BIPOLAR BRASIL, é que não se atenham muito ao que dizem sobre transtorno bipolar do humor por aí... Que existem por exemplo TIPO 1, TIPO 2, TIPO MISTO... E A PARTE CICLOTIMIA, etc etc... Considerem muito mais SUBTIPOS e VARIAÇÕES de pacientes. Pensem em transtornos de humor de maneira DIMENSIONAL e não engessada em MANUAIS e TEXTOS que vocês eventualmente leem na net, ok? Em tempo trago novas reflexões, sobre as doenças do humor. Estamos só na ponta do Iceberg.

Bjãooo a todos os blogueiros, simpatizantes e transtornados q vivem pelo mundo a forra!!

Éntão eh Natal

Pois eh pessoal eh Natal,
Com certeza grande parte d vcs estão a 1000...não me refiro só a ceia, visitas, parentes, amigos, presentes e bebida(eh clarooo, rsrsrs), mas os sentimentos e emoções q reaparecem em NOIZ(aqui incluo todos transtornados, não transtornados e não diagnosticados, huahuahua)  nesta época do ano...Creio q da para perceber q estou neste clima...além da alegria q esta época faz brotar, onde sonhamos com um ano melhor e quando olhando pra trás podemos reavaliar os erros e acertos...onde devemos persistir e investir(energias e $$$$) para crescermos, amadurecermos e evoluirmos tanto pessoal como profissional (uhauhauahuau)...somando a tudo isto a felicidade d estar com a familia em casa, só tenho a agradecer Meu Pai!!
Bom pessoal para ficarmos ainda mais neste clima desejo compartilhar com vcs está música da cantora Simone...

Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez.
Então é Natal, a festa Cristã.
Do velho e do novo, do amor como um todo.
Então bom Natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.
Então é Natal, pro enfermo e pro são.
Pro rico e pro pobre, num só coração.
Então bom Natal, pro branco e pro negro.
Amarelo e vermelho, pra paz afinal.
Então bom Natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.
Então é Natal, o que a gente fez?
O ano termina, e começa outra vez.
E Então é Natal, a festa Cristã.
Do velho e do novo, o amor como um todo.
Então bom Natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem

Ótimo Natal a todos blogueiros, simpatizantes e transtornados!!

Bipolaridade em adolescênte.


Oi pessoal...
Navegando por ai encomtrei outro assunto muito importante q eh, oTranstorno Bipolar Afetivo em Adolescentes ou saindo da adolescencia...Pessaol eh muiito bom estarmos atentos no diagnostico dos adolecentes(transtornados, hehehe) para que seja feito cedo e assim poder evitar episodios desgastantes no adolescente e na familia.
Este texto foi copiado na integra do Bipolar Brasil( consta nos blos q sigo) do ano d 2010.


Talvez um dos grandes desafios do profissional de saúde mental quando atende um adolescente é tentar separar os sintomas próprios da idade com os da doença. O outro desafio quando se trata de bipolaridade é excluir a possibilidade do adolescente ter na verdade TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade). Isso porque ambas as doenças apresentam sinais parecidos quando levamos em consideração sintomas em adolescentes.


Um outro ponto é verificar se tal conduta adolescente não tem haver com abuso de drogas etc. É comum adolescentes apresentarem sintomas de doenças mentais, mas que são provenientes de abusos de substâncias. O certo é que um profissional capacitada irá eliminar todas as possibilidades, afim de prover um tratamento correto.


Talvez para os pais fica a tarefa mais difícil: Até que ponto meu filho(a) está reagindo como um adolescente normal, e até que ponto ele (a) está sofrendo com sintomas de doença mental? É muito difícil para o pais neste momento ir ao médico e solicitar um parecer. Alias é muito difícil para os pais aceitarem que seu filho (a) tem uma doença... É mais fácil acreditar que os sintomas são próprios da adolescência e que tudo mais cedo ou mais tarde irá passar. Principalmente quando este jovem amadurecer mais um pouquinho. O problema é que isso pode tardar a acontecer (caso exista mesmo uma doença no meio do caminho), e os prejuízos acumulados irão interferir em todos os sentidos na vida de todos os envolvidos.


Doença mental não deve ser encarada como uma sentença de “morte”. Uma sentença de que o sonho acabou... É claro e razoavel que os pais queiram o melhor para os filhos, e isso inclue saúde. Porém, é justamente com tratamentos adequados que podemos garantir a “relativa saúde” de nossos filhos. Esqueçamos o peso da palavra “doença” e foquemos na palavra “saúde”. E vamos em frente...


Eis alguns pontos que podem indicar que seu (ua) filho (a) possuem sintomas que devem ser melhor investigados:

1.O adolescente isola-se em seu quarto com frequência passando várias horas negando até mesmo refeições habituais.

2. Dorme muito ou dorme pouco. Há casos de bipolares adolescentes que chegam a dormir 15 horas por dia, e outros que com 4 horas de sono estão se sentido plenos.

3.Humor irritável. Uma coisa é ocorrer alguma coisa que contradiz o adolescente e este responder de maneira inadequada, outra muito diferente é sem “motivos” aparentes o adolescente encontrar-se extremamente irritado.

4.Gastos excessivos de dinheiro, ou controle demasiado para idade. Há casos de adolescentes que usam os cartões de créditos dos pais de forma compulsiva e quando indagados sobre o assunto afirmam não ter controle nenhum dos impulsos. Alguns chegam até a furtar algum dinheiro.

5.Sentimento de grandeza é muito comum em adolescentes. Nessa fase da vida sentimos que podemos tudo e que não há limites. Porém, o bipolar passa acreditar nisso com veemência. Geralmente debocha de pessoas inferiores intelectualmente, por exemplo.

6.Abuso de drogas. O adolescente começa a beber, fumar e envolver-se com más companhias.

7.Comportamento sexual compulsivos. É natural que o adolescente esteja passando por uma “overdose” hormonal, mas com bipolares essa overdose é sinônimo de comportamentos inadequados, assim como início de vida sexual precoce.

8.Rejeita constantemente convites para passear, festas entre outros.

9.É comum os pais encontrarem anotações onde o bipolar “destila” ódio contra os pais. Alguns até incitam a matar e se matar. Muita atenção com esses escritos... Pode parecer bobagem (manha adolescente), mas indicam um pedido de socorro.

10.Geralmente confrontam-se com professores, agindo como se eles fossem os verdadeiros professores. Isso tem haver com o sentimento de grandeza inerente a condição de bipolar.

11.Rebatem críticas com maestria. Alias, não aceita críticas em hipotese alguma. São completamente inflexíveis.

Certamente há outros pontos que podem ser considerados mas eu creio que essa elencagem possa servir de reflexão e ponto de partida para conhecermos mais sobre bipolaridade na adolescência. Muitos estudos estão em andamento e muito provavel que teremos novidades em breve.

Bjãoooo queridos blogueiros, simpatizantes e transtornados..